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Mostrando postagens de dezembro, 2016

A INEXORÁVEL PRESENÇA DA MORTE

Embora, todo dia, morram cerca de 147 mil pessoas no mundo [1] , não conseguimos nos acostumar com a morte. De vez em quando, somos aterrorizados por ela com notícias de acidentes naturais, desastres aéreos e barbáries de guerras. Mas logo esquecemos tudo e voltamos a viver como se ela não existisse. O filósofo cristão Karl Jaspers, escrevendo sobre ela, disse: “...vivendo, não acreditamos realmente na morte, embora ela constitua a maior de todas as certezas” [2] .   Por que agimos assim? Porque o que mais desejamos, neste mundo, é viver. O que mais queremos, nesta vida, é ser e a ideia de não ser, impressa pela morte, nos aflige. A noção de existência que temos, contudo, se restringe à vida entre os limites: nascimento e morte. Não temos lembranças de nosso nascimento, pois, segundo Jasper “quem se reconhece existindo tem a impressão de que sempre existiu”. Por isso, em que pese sua presença inexorável entre nós, vivemos como que inconscientes a ela, como se fôssemos eternos.    

EXERCITE-SE NA DEVOÇÃO

O que faz o cristão para viver a sua fé em Cristo e expressar o seu amor a Deus? É importante refletir sobre isso, pois a correria da vida pode transformar-nos em meros autômatos religiosos. Corremos o risco de pensar que a vida espiritual se resume a tão somente frequentar os cultos dominicais. A rotina “trabalho-estudos-família-lazer-igreja” pode gerar, inconscientemente, a ideia de que o aspecto espiritual constitui apenas mais um item de nossa agenda semanal. Paulo, escrevendo a Timóteo, deu orientações que revelam que a vida cristã é muito mais interessante que a monotonia da religiosidade morta. Por isso ele recomendou a seu “verdadeiro filho na fé” (1Tm1.2) para que “exercite-se na piedade” (1Tm4.7). Essa palavra “piedade” é uma ênfase, nesse texto paulino, pois aparece, nele, oito vezes. É sinônimo de “devoção”, uma vida, muito além de ir à igreja aos domingos, pautada pela prática das disciplinas espirituais da reflexão na Palavra, do jejum, da oração, e da comunh