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Mostrando postagens de março, 2018

JERUSALÉM – A CIDADE ETERNA

JERUSALÉM - A CIDADE ETERNA Jerusalém, a capital de Israel desde os tempos davídicos, isto é, desde 3.000 anos atrás, é uma cidade enigmática que desperta fascínio sobre muitos. Sua origem se encontra em algum momento desconhecido da Antiguidade remota. Certos artefatos e cerâmicas encontrados em sua área atual, próximo ao monte do Templo, revelam, naquela área, a presença de assentamentos humanos em torno do quarto milênio antes de Cristo. Abraão, que, geralmente, é datado pelos estudiosos por volta do ano 2.000 a.C., segundo o relato de Gênesis 14, encontrou-se com “Melquizedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo”. Essa “Salém” é reconhecida por especialistas como a cidade de Jerusalém. Por volta do ano 1.000 a.C., Davi a conquistou dos Jebuseus e a estabeleceu como capital de Israel e, assim, foi até 586 a.C, quando o império babilônico a destruiu. Foi reconstruída e, novamente, destruída no ano 70 pelos romanos. Estes a restauraram no ano 130 e passaram a chama

MITO E REVELAÇÃO

Não poucos tratam como mitos as narrativas iniciais do livro de Gênesis. O estudioso, no entanto, vê essa visão apenas como um mero reducionismo. Os que assim pensam incorrem nesse equívoco por causa de certas semelhanças entre essas histórias bíblicas e os mitos mesopotâmicos. “ Enuma Elish , por exemplo, muito se assemelha à narrativa bíblica da criação. A Epopéia de Gilgamés guarda estreita semelhança com o dilúvio bíblico. Já a Epopéia de Atrahasis contém similaridades com a narrativa de Gênesis 1 a 8: criação, rebelião, dilúvio” [1] .   Contudo, um estudo mais acurado sobre essa questão revela que ela é mais complexa do que se pensa. Para o estudioso do Antigo Testamento William La Sor, “essas semelhanças não provam nada além de um relacionamento de gênese entre os relatos bíblicos e os mesopotâmicos. As histórias do Gênesis em sua forma presente não remontam a tradições babilônicas. Os indícios, mesmos das correspondências estreitas entre as histórias do dilúvio, insinuam ape

DEUS EM BUSCA DO HOMEM

No século XVII, desenvolveu-se, entre alguns filósofos ingleses e franceses, um influente pensamento filosófico que afirmava, pela via da razão, a existência de Deus. Esse movimento, que depois foi chamado de Deísmo , encontrou forte apoio nas obras de eminentes cientistas da época, tais como o italiano Galileu Galilei (1564-1642) e o inglês Isaac Newton (1643-1727). Embora essa doutrina filosófica apresentasse a virtude de reconhecer a existência divina, constituía, entretanto, apenas um esforço racional para explicar a existência, isto é, o ser humano no universo. No fim, seus conteúdos lançaram as bases do moderno ateísmo. Segundo os deístas, Deus criara o mundo, mas depois o deixara à mercê de seus mecanismos e não mais interveio nele. É claro que o Deísmo tem sua importância “na busca da compreensão do homem no mundo” [1] , contudo, é inegável que a razão, alicerce sobre o qual ele se ergue, tem seus limites e não atinge todas as instâncias da questão. Desse modo, fi