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Mostrando postagens de março, 2016

A RESSURREIÇÃO JÁ É UMA REALIDADE

Segundo os apóstolos Paulo e João, a ressurreição dos mortos só acontecerá no fim dos tempos. Contudo, ambos, cada um ao seu modo, afirmaram que ela já se manifesta na vida daqueles que “nasceram para Deus”, proporcionando comunhão com o Criador. A separação ocorrida na Queda, na decisão adâmica, foi anulada pela obra de Cristo. Por isso Paulo disse: “tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo ...” (Rm5.1). “Paz” não no sentido subjetivo (paz de espírito), mas porque, por meio de seu sacrifício, Cristo nos tornou, novamente, amigos de Deus.    A teologia paulina, então, vai afirmar que aqueles que recebem Cristo, em seus corações, ressuscitam para um novo viver, já nesta vida. O pecado não tem mais domínio sobre eles e, por isso, devem viver não mais para si, mas para Deus. Veja o que disse o Apóstolo aos Romanos: “sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Ele ... Ele morreu para o pecado uma vez por todas; mas vivendo, vive para

O CORPO ESPIRITUAL

Segundo o Gênesis, Deus, ao criar o homem, fez o seu corpo do pó da terra e “soprou em suas narinas o fôlego de vida”, tornando-o um “ser vivente” (2.7). Assim, o ser humano é, misteriosamente, uma síntese de matéria e espírito. Blase Pascal já tinha refletido sobre essa complexidade: “o homem é em si mesmo o objeto mais prodigioso da natureza, pois não pode conceber o que é ser corpo e, menos ainda, o que é ser espírito e ainda menos de que modo um corpo pode estar unido a um espírito”.   Ninguém jamais conseguiu explicar esse mistério de como “um corpo pode estar unido a um espírito”. Porém, essa união foi comprometida na Queda, quando o homem decidiu afastar-se de seu Criador. O ser humano, que só existe nessa união, que só é feliz nessa síntese, passou a ver a sua desintegração. Agora, se o corpo adoece, o espírito se abate; se este sofre, surgem enfermidades no corpo. Se essas enfermidades progridem até à morte, a síntese se desfaz. Este é o maior de todos os medos humanos: morrer