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Mostrando postagens de junho, 2018

A QUESTÃO DO SOFRIMENTO EM JÓ

O livro de Jó suscita, em seu texto, relevantes questões teológicas e filosóficas sobre Deus e o homem. Há uma reflexão sobre o caráter divino e sua justiça ante ao sofrimento humano, em sua narrativa. Com respeito ao homem, o próprio Jó levanta a grande questão filosófica: “Que é o homem...?” e discute sobre o sentido da existência ao dizer: “...meus dias não têm sentido.” (7.16,17). Contudo, a questão central que essa obra da literatura de sabedoria dos hebreus levanta é o sofrimento do justo. A tese bíblica sobre a origem do sofrimento, na humanidade, encontra-se no conceito da Queda. O homem ao separar-se de Deus ficou sujeito ao sofrimento, pois se desligou da fonte que lhe nutria vida. Ele não foi criado para a vida autônoma, mas para viver na presença de seu Criador. Por isso, após a separação, seu corpo se alterou e ficou sujeito à morte. Sua alma passou a experimentar sentimentos novos como angústia, dor, medo e desespero. E seu espírito perdeu o sentido da existência.

A FAMÍLIA TERRENA DE JESUS

A FAMÍLIA TERRENA DE JESUS “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo” (1.1,2). São nesses termos que o autor de Hebreus mostra que houve um processo de revelação divina ao homem ao longo da História. Esse processo culminou com a entrada do próprio Deus na humanidade por meio do nascimento do menino Jesus, que foi concebido, no ventre de uma virgem sem participação masculina, pelo Espírito Santo (Lucas1.26-35). Este texto trata sobre a família terrena de Jesus de acordo com o que consta, estritamente, nos evangelhos.   José, a julgar por seu caráter de homem justo e santo, que não hesitou em receber Maria como esposa após a experiência de um sonho em que um anjo lhe avisava que ela estava grávida por ação do Espírito de Deus (Mateus1.19-21), deve ter tido um bom relacionamento

A SEDUÇÃO DA SERPENTE

É inegável que, após o pecado original, cada ser humano apresenta um desejo de ser o melhor dentre os demais. Se não há esse desejo, é porque os rigores da vida ou a reflexão profunda eliminaram ou reduziram essa vontade. Mas, no íntimo, todos estão em busca de riquezas, de fama e de poder. As pessoas querem estar em destaque, serem reconhecidas como importantes, querem galgar as posições mais elevadas e serem admiradas. A ganância, no homem caído, não tem limite e, por isso, ele nunca está está satisfeito. Ele quer sempre mais e mais. Há uma prepotência latente em alguns e, em profusão, noutros. O homem deseja ser como Deus. Foi isso que despertou o interesse do primeiro casal pelo fruto proibido. Deus havia dito para não comer aquele fruto, pois morreriam. A “serpente”, porém, disse a Eva: “certamente não morrerão! Deus sabe que no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus , serão conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3.5). “Nesse ponto, revela-se a nat