Pular para o conteúdo principal

A HISTÓRIA QUE O ANTIGO TESTAMENTO CONTA

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYTvBfz7aAKSZlv0ntFtgAZBOEcUefqZ-lTHmVygTB0KflEEC2NLqlukp59NP12nWkWrowBEfCtlwSpyjsJaOyLdTVchCLNnRWnBgsFdkts6O5BovCGWjpX71Yvm89KEdPCUdPaIu31xyS/s1600/3.png









O texto do Antigo Testamento contém lei, história, poesia e profecia. Mas cada livro foi escrito dentro de um contexto histórico particular e uma grande História os perpassa, dando-lhes sentido. Conhecer essa História facilita o entendimento dos livros, de per si, e o texto inteiro como um todo. Qual História é essa que a primeira parte da Bíblia conta?

A História que o Antigo Testamento conta começa com a criação do mundo por Deus. Depois que tudo estava pronto, Ele criou o homem e o designou para dominar sobre toda a criação (Gênesis 1.26). Durante certo tempo ele viveu em seu estado original de perfeição e comunhão com o Criador; mas um dia o homem tomou uma decisão inusitada, contrariando a orientação divina, e afastou-se de Deus. Esse fato alterou profundamente sua natureza pessoal. Seu corpo e seu espírito entraram em desequilíbrio, pois se desligaram da fonte que lhes nutria a vida. Assim, passaram a experimentar a dor e o sofrimento e ficaram sujeitos a um processo de degenerescência do ser que culmina na morte. 

Separado de Deus, o homem passou a fundar cidades (Gn4.17;10;11.4), iniciando o modelo de vida urbana que evoluiu para os grandes impérios mundiais, onde a marca dominante é o domínio do homem pelo homem. Com o tempo, ele alienou-se de Deus e passou a adorar, como deuses, elementos da criação. O homem se perdeu. Mas Deus, por seu grande amor por ele, estabeleceu um plano para livrá-lo da prisão da morte, abrindo um caminho de volta à sua condição original.  Isso envolveria a sua própria entrada na humanidade.

Então, por volta do ano 2.000 a.C, segundo estudiosos, Ele apareceu a um homem da mesopotâmia, Abraão, e fez com ele uma aliança. Dele surgiria uma nação, Israel, com a qual Deus iria relacionar-se, revelando-se ao mundo e preparando sua entrada nele. Essa relação de Deus com Israel constitui o assunto dominante do texto do AT.

A História do AT vai mostrar que Israel, um extrato da humanidade, agiu exatamente como Adão. Embora tenha recebido a Revelação, tenha testemunhado os grandes milagres de Deus, no mundo, e gozasse de sua presença, quebrou a aliança com Ele e afastou-se dele, adorando os deuses cananeus (1Reis 11.5,6,33). Por causa disso, Israel só não sumiu da face da Terra porque Deus preservou um remanescente. A História do AT termina por volta do ano 430 a.C. com a profecia de Malaquias, quando Deus inicia um silencio de 400 anos até à sua entrada no mundo, por meio da pessoa do Filho.  

Antônio Maia – M.Div

Direitos autorais reservados


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

JESUS, INCOMPREENDIDO. - PARTE II

Como visto na primeira parte dessa reflexão, até mesmo os discípulos, que eram tão próximos a Jesus e caminhavam com Ele, não o compreendiam, de início. A causa, como já dito, era o fato de que eles esperavam um Messias político-nacionalista que libertaria Israel do império romano e o elevaria a uma posição importante entre as nações. No entanto, Jesus não se envolvia com política, era profundamente espiritual e afirmava que seu “Reino” não era deste mundo (João 18:36). Na verdade, o centro de seu ensino e pregação era, exatamente, o “Reino de Deus” (Lucas 6:20; 8:10; 9:62; 10:9; 11:2; 11:20; 12:31; 13:29; 16:16;17:20,21; 18:16,24; 21:31; 22:29,30). Mas, outros aspectos de sua pessoa contribuíam para essa incompreensão. Embora fosse um homem de “carne e sangue” com família e endereço fixo, seu nascimento sobrenatural, sua vida profunda de oração e a originalidade de seu ensino e pregação faziam as pessoas o virem como diferente e especial. Contudo, nada foi tão forte e impactante para

A MORTE DE CRISTO

  O autor do livro de Hebreus, escrevendo sobre Jesus, narrou: “portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (2.13,14). Neste texto, três questões se destacam: a necessidade de Deus, na pessoa do Filho, participar da condição humana, isto é, entrar no mundo; a vitória de Jesus sobre o Diabo; e o sacrifício de Jesus, na cruz, que salva da morte os seres humanos. Com respeito à primeira questão, pode-se afirmar que o Filho entrou no mundo para libertar a humanidade da morte eterna, que se instalou, no ser humano, por ocasião do pecado original. O Apóstolo Paulo escrevendo sobre esse assunto, aos Romanos, falou: “da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecar

JESUS, INCOMPREENDIDO. PARTE I

Os evangelhos mostram que até os discípulos de Jesus, de início, não o compreendiam. Ele era de “carne e sangue” (Hebreus 2.14) como todos nós, tinha uma família, uma profissão, mas os discípulos notavam que Ele era diferente. Suas atitudes, sua fala, sua espiritualidade e seu poder para realizar milagres faziam os discípulos o verem como o Messias que estava por vir, mas não exatamente como eles pensavam. Certa noite, enquanto eles atravessavam o mar da Galileia, Jesus dormia na popa do barco, quando sobreveio grande tempestade de tal modo que os discípulos se desesperam e o acordaram, clamando por socorro. Então, Jesus repreendeu o vento e a fúria do mar e logo veio grande calmaria. Ao verem Ele fazer aquilo, os discípulos ficaram admirados e falavam uns com os outros: “quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4: 35-41). Mas essa incompreensão sobre a pessoa de Jesus não estava limitada apenas aos discípulos. Certa vez, Ele retornou à cidade onde cresceu, Nazaré