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Mostrando postagens de maio, 2016

O AMBIENTE RELIGIOSO DE ISRAEL, À ÉPOCA DE JESUS.

O AMBIENTE RELIGIOSO DE ISRAEL À ÉPOCA DE JESUS Os evangelhos e os documentos de Qumran revelam que havia, à época de Jesus, certa disputa religiosa em Israel. Os principais grupos se rivalizavam por discordarem, entre si, sobre a interpretação das Escrituras. Foram essas visões conflitantes e equivocadas que levaram à incompreensão da pessoa de Cristo e ao surgimento de uma trama para matá-lo (Mt26.3,4; Mc3.6). Tais textos mostram que pessoas, ainda que religiosas, quando põem suas opiniões e interesses acima do amor a Deus e ao próximo, tornam-se cruéis e transformam a fé num sistema opressor e preconceituoso (Jo7.19-24). Entre os diversos grupos religiosos, destacava-se o dos saduceus , que representava as classes mais ricas e sofisticadas. Eram mundanos, dados à política e, teologicamente, não ortodoxos: negavam a ressurreição e a existência de anjos e espíritos (Atos 23.8). Por aceitarem apenas os cinco livros de Moisés e rejeitarem a tradição oral (Mt 15.2) tinham uma p

A VIDA COMO CULTO

Nós, cristãos, estamos acostumados à ideia de culto como celebração dominical, que realizamos no templo, para adorar a Deus. Tal reunião, de fato, constitui importante expressão de adoração e é indispensável para a vida e a comunhão dos fiéis. O Apóstolo Paulo, porém, ensina, na carta aos Romanos, que adorar ao SENHOR envolve muito mais do que aquilo que fazemos, na igreja. Ele disse: “... se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês” (12.1).    O sacrifício de animais constituía o centro da adoração no culto judaico e apontava para a morte de Cristo em favor da humanidade. Assim, o Apóstolo nos ensina que o culto a Deus é mais que cantar hinos, ofertar e ouvir a homilia no templo. Compreende o sacrifício de nós mesmos em renúncia ao estilo de vida do mundo que consiste no culto ao poder, à riqueza, à glória, que despreza o outro e tudo o que é sagrado.  Fazer isso não é fácil, por isso mesmo constitui um sacrifício, que o apóstolo ch

AS TENSÕES INTERNAS DOS CRISTÃOS

De acordo com o Apóstolo Paulo, “já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus”, pois Este, graciosamente, por meio de seu sacrifício, os justifica diante da Lei de Deus (Romanos 8:1-4). Essa condição, contudo, não implica que os cristãos estejam livres de pecar. O próprio Apóstolo confessou: “no íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros” (Romanos 7:22,23).   Sim, os cristãos vivem esse conflito interno. Embora já estejam salvos da morte eterna e vivam uma nova vida com Deus, neste mundo, podem cair em tentações e pecar. Quando isso ocorre, eles sofrem, visto que o desejo de seus corações é viver em santidade diante de Deus. Isso não pode ser confundido com o moralismo religioso que busca justificação, pois Cristo já os isentou das “justas exigências da Lei” (Romanos 8:4). Pois ao cumprir a Lei, Ele tornou seus