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Mostrando postagens de julho, 2020

OS 144 MIL

No Livro de Apocalipse, os juízos divinos são executados, sobre a Terra, com a abertura de sete selos, o toque de sete trombetas e o derramar de sete taças. Entre o sexto e sétimo selo que lacram o livro, no qual se encontram registrados esses juízos, o Apóstolo João descreveu duas visões. Uma referente a 144 mil pessoas “de todas as tribos de Israel” que recebem, em suas testas, o selo que as identificam como “servos de nosso Deus”. E outra relativa a “uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé, diante do trono e do Cordeiro” (Apocalipse 7). Essas visões encontram-se no capítulo sete de Apocalipse. Muitos veem nelas dois grupos de pessoas: Israel e as pessoas salvas na Grande Tribulação, pois a Igreja já estaria com Cristo, visto que foi arrebatada, secretamente, antes do início desse tempo de sofrimento. De acordo com Horton (2016, p.971) essa é a interpretação do “pré-milenarismo dispensacional”, criado por John Nelson Darby (180

PERMANECENDO FIRME

Há muitos motivos para os cristãos abandonarem sua fé em Cristo e se tornarem seculares, nos dias atuais. O primeiro deles é a sensação de poder, de autossuficiência e autonomia que o avanço científico e o desenvolvimento tecnológico, marcas do mundo de hoje, produzem nas pessoas. A consequência disso é o surgimento de uma forte mentalidade ateísta que imprime, no homem contemporâneo, a ideia de que ele não precisa mais de Deus, pois é capaz de resolver seus problemas e dirigir seu destino sozinho. Hoje, fala-se em um mundo “pós-cristão”, no qual Deus é apenas uma ideia ultrapassada. Identificar-se como seguidor de Jesus significa ser um alienado. Esse novo mundo, dominado pela Ciência e pelo racionalismo, é fruto de uma cosmovisão materialista que teve como resultado o aparecimento de novas ideias a respeito da pessoa humana, causando transformações de natureza social. A ideologia de gêneros, por exemplo, promove alterações no modo como as pessoas se veem, refletindo diretamente na co

O AMOR DE CRISTO NOS CONSTRANGE

Essa frase paulina – “o amor de Cristo nos constrange” (2Coríntios 5:14) - foi dita em um contexto de estímulo à evangelização. Contudo, é oportuno falar de seu conteúdo intrínseco, isto é, o amor de Deus pela humanidade. O ser humano, longe de Deus e imerso em um mundo de matéria, não discerne a realidade espiritual. Por essa razão, ele não avalia e nem compreende a intensidade do amor de Deus por ele que, por causa de sua condição de pecado, encontra-se em um estado de grande perigo. O amor de Deus pelo homem é observado logo no início da Escritura, quando ela trata de sua criação. Sobre os seres que habitam o mar e a terra, por exemplo, Deus disse: “produzam as águas cardumes de seres vivos... produzam a terra seres vivos segundo suas espécies...” (Gênesis 1:20,24). Note que se trata de uma linguagem impessoal. Mas, ao falar sobre a criação do homem, a linguagem é afetiva e pessoal: “façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança”. Depois, o salmista vai dizer que Deus fe