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Mostrando postagens de julho, 2019

O MUNDO - UMA CRIAÇÃO DIVINA

A afirmação bíblica de que “Deus é o criador do universo” está na base de toda a fé cristã. E toda a narrativa bíblica se estrutura nessa verdade. Reafirmar isso é relevante pois alguns leitores, pelo fato de o texto Os Dias da Criação não defender uma leitura literal de Gênesis 1, podem ter ficado com a impressão de que a narrativa da primeira página da Bíblia seja apenas uma obra de ficção, uma poesia, fruto da imaginação do autor. Pensar assim seria um grande equívoco.    Gênesis é o primeiro livro de uma obra de cinco volumes do profeta Moisés. Essa coleção desses primeiros livros da Bíblia recebe o nome, entre os judeus, de Torá. Moisés os escreveu, não por causa de sua genialidade literária, mas devido às suas experiências e seu relacionamento com o Criador, que apareceu a ele e lhe revelou mistérios inefáveis (Êxodo 3). Por essa razão o que consta desses livros é tido, não como invenções humanas, mas como Palavra de Deus. Depois dos apóstolos, que andaram com Deus, na pessoa d

NO VÍCIO DE NÓS MESMOS

Vivemos no vício de nós mesmos. É claro que nem todos; mas muitos de nós cristãos, sim. Ainda que conhecendo ao Senhor Jesus, vivemos na prática de pecados aos quais nos acostumamos. Pecamos não apenas por atos e atitudes, mas também por pensamentos. Pela imaginação, criamos um mundo onde vivemos nossos erros e praticamos nossos pecados. É como diz Blaise Pascal: “Imaginação – eis a parte que domina o homem, essa mestra do erro e da falsidade...” [1].  Nesse mundo interno a nós, só nosso, e para o qual não temos coragem de convidar nossos amigos, principalmente Jesus, reina a nossa vontade. Nele, somos como o filho pródigo que, amando mais a si, afastou-se do pai para ser ele mesmo em uma terra distante. Nesse mundo de imaginação e fantasia somos a expressão de nossa vontade que, em conflito com a divina, faz-nos perceber quão verdadeiras são as palavras de Pascal, quando diz: “cada qual tem suas fantasias, contrárias a seu próprio bem na própria ideia que tem do bem...” [2].

O TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA

Jesus, o Cristo, isto é, o Ungido, o Messias, já estava no mundo e precisava ser revelado ao povo. Como seria sua apresentação à nação? Em um culto solene, no templo, em Jerusalém, com todas as autoridades de Israel presentes? Não. Sua revelação ao mundo se daria em um contexto de absoluta simplicidade, como se nada importante estivesse acontecendo, para que todo aquele que dele se aproximasse, viesse pela fé de que Ele é o Filho de Deus. A dúvida e a improbabilidade eram necessárias para que o homem trilhasse, pela fé e não pela comprovação racional, o caminho de volta a Deus. O Criador inverteu a lógica humana, pois seu reino não é desse mundo como pensavam os religiosos judeus que esperavam um Messias nacionalista que restauraria a glória de Israel entre as nações. Por essa razão, Deus entrou no mundo, na pessoa do Filho, de modo secreto. Nasceu em uma estrebaria de Belém e cresceu no seio de uma humilde família, em Nazaré, na Galileia. O mundo não o conheceria “por meio da