Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de abril, 2019

O ESPÍRITO DE DEUS NO HOMEM

O Apóstolo João registrou, em seu evangelho, que Jesus, pouco antes de sua morte e ressurreição, disse aos discípulos: “eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade” (14.16). O Filho estava voltando para o Pai, mas sua obra seria continuada por Deus, por meio da Pessoa de seu Espírito. Era a sequência do propósito divino de estabelecer, em Cristo, uma nova humanidade” (Efésios1.9,10). Então, cumprindo-se o que havia dito o profeta Joel, por volta do século IX a.C. (2.28,29), no dia de Pentecoste - quinquagésimo dia após o sábado da semana da páscoa (Lv23.15,16) – quando todos os discípulos estavam reunidos, o Espírito Santo veio sobre eles e os encheu com sua presença. Era Deus entrando no íntimo daquelas pessoas que decidiram crer no sacrifício seu Filho e viver segundo a sua palavra. Certa vez, disse Jesus: “se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele” (João14.23)

UMA NOVA ESTÉTICA RELIGIOSA

Este breve texto não constitui uma crítica destrutiva a pessoas ou instituições. Antes, porém, trata-se de um convite a pensar sobre a Igreja de Cristo, no século XXI. É fato inquestionável que a ideologia capitalista dita o modo de vida no mundo ocidental cristão. Sua influência, no tocante à igreja, é de tal ordem que tem alterado a doutrina, a organização, e feições da espiritualidade, dando origem a uma nova estética religiosa e espiritual. O capitalismo moldou, tão profundamente, a sociedade ocidental que sua influência vai muito além da religião. Chega às instâncias da arte, da cultura e da educação. Esta, por exemplo, em vez de formar o homem para a vida como pessoa humana, busca desenvolver competências para tornar o homem mero componente dos sistemas de produção. Segundo essa ideologia, o sentido da vida é o sucesso, o acúmulo de riquezas, é estar em destaque. Foi dentro dessa ótica que foi criada a Teologia da Prosperidade, segundo a qual é desejo de Deus a riqueza m

A INFLUÊNCIA DOS CANANEUS EM ISRAEL

É possível que alguns, ou talvez muitos, leitores do blog não tenham gostado dos textos Consumismo e Ativismo Religiosos e Uma Nova Estética Religiosa, pois neles discorro sobre a influência da ideologia neoliberal na vida da igreja e dos cristãos. Como citei e comentei algumas fraquezas da igreja atual, é provável que me tenham tomado por presunçoso. Mas o evangelho ensina, como no caso do filho prodigo (Lucas15.11-32), a olharmos para nós mesmos, vermos onde temos errado e nos voltarmos para Deus. A igreja e seus líderes precisam fazer isso. O homem é, em essência, um ser relacional. Está sempre em contato com o outro em constante troca de experiências e vivências. Por esse motivo, o cristão é chamado por Jesus para adotar uma posição de influência. Ele disse: “vocês são o sal da terra ... vocês são a luz do mundo” (Mateus5.13,14). Embora seja inevitável que não sejamos moldados pelo meio, isso não deve chegar ao ponto de desfigurar a vida espiritual que alcançamos em

A VISÃO DE PAULO SOBRE O CRISTÃO

Nossas orações sempre revelam um pouco do nosso íntimo. Elas mostram, em certa medida, o nosso caráter, as nossas preocupações e o modo como vemos as coisas e o mundo. O Apóstolo Paulo, em sua carta aos Efésios, registrou uma oração, na qual se nota como ele enxergava o cristão. Essa visão sobre o seguidor de Cristo, nesse texto, pode ser observada também em toda a sua extensa literatura. Para ele, o cristão não é um homem ou uma mulher que, simplesmente, adotou uma religião cristã, mas alguém que foi alcançado e transformado pelo amor e pelo poder de Deus (3.14-21). Nesse processo, Deus se aproxima do homem e se deixa ser alcançado por aquele que o busca, acolhendo-o e transformando-o em um filho (Romanos 8:9-14,16). Ele faz isso porque o ser humano, em seu estado de Queda, isto é, separado de Deus, encontra-se em condição degradante tanto no corpo como na alma e no espírito. Paulo entende esse estado de corrupção como morte. Aquele homem puro, santo e perfeito, de antes do p