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Mostrando postagens de novembro, 2018

O HOMEM VIVE A SUA MORTE

O Homem Vive Nas Relações   A vida humana ocorre nas relações. Segundo James Houston, “Deus nos criou como seres relacionais. Fomos criados para os outros, destinados a amar, a receber amor e compartilhar o amor” . “Fomos criados para os outros”. O ser humano precisa do outro para se perceber no mundo. Jesus disse que o segundo maior mandamento é “ame o seu próximo como a si mesmo”. Há uma razão para isso: estamos, de certo modo, ligados uns aos outros e precisamos do outro para sermos nós mesmos. O filme Náufrago, estrelado por Tom Hanks, ilustra essa verdade. Hanks faz o papel de um homem que sobrevive a um acidente de avião, que cai no mar, e acaba parando em uma ilha deserta. Para se manter lúcido e consciente, ele desenha os traços de uma face humana em uma bola de vôlei e estabelece um relacionamento com ela, como se fosse uma pessoa. Quando ele a perde em alto mar, em uma tentativa de salvar-se, chora copiosamente como se tivesse perdido um amigo. As pessoas precis

SEJA FEITA A TUA VONTADE

Nos céus, algum anjo de Deus ou outro ser celestial ousaria viver segundo uma vontade conflitante com a divina? Não. Mas na terra os homens vivem segundo suas próprias vontades. Separados de Deus, muitos consideram que Ele nem sequer exista. Por isso, esse pedido está intimamente relacionado ao anterior: “venha o teu Reino”. Pedir que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como no céu significa orar pela implantação do Reino de Deus no mundo. Esse Reino não é um lugar, uma região, mas o reinado de Deus nos corações dos homens. É a humanidade vivendo novamente em comunhão com o Criador. Todavia, há também uma dimensão pessoal nessa súplica. Ela fala de sujeitarmos nossa vontade à do Senhor. É nesse ponto que muitos cristãos se desiludem da vida de oração. Vamos ao Pai com nossa lista de pedidos e queremos que eles sejam atendidos. Como nossa vontade pessoal é mais forte que a submissão à vontade divina, não aceitamos ou não compreendemos por que certos pedidos não têm um “sim”

A REVELAÇÃO APRISIONADA

É verdade que Deus, o Criador, se revelou a Israel e a nenhuma outra nação. Esse fato é motivo de honra. Ser o povo por meio do qual a Revelação divina entrou no mundo é algo sublime. Sim, Israel é o “tesouro pessoal” de Deus (Êxodo19.5), não porque é melhor que as outras nações, mas porque Ele quis assim, isto é, por sua graça e seu amor por esse povo. Tanto que Moisés disse que Deus daria a Israel “uma posição de glória, fama e honra muito acima de todas as nações” (Deuteronômio26.19). Não em um sentido secular, mas espiritual: “vocês serão para mim um reino de sacerdotes, uma nação santa” (Êxodo19.6).  Mas eles não entenderam assim essa palavra de Moisés e se secularizaram. Tiraram os olhos de Deus e passaram a olhar as outras nações, desejando ser como elas. Rejeitando a teocracia, pediram um rei, uma monarquia. O Profeta Samuel se entristeceu, mas Deus disse a ele: “atenda a tudo o que o povo está lhe pedindo; não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei