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Mostrando postagens de agosto, 2017

A ORAÇÃO DO "PAI NOSSO"

Muitos cristãos, em nome da não religiosidade, deixaram de orar a oração do “Pai nosso”. Por ela ser uma “oração modelo”, muitos entendem que orá-la, com frequência, pode induzir o crente a uma prática mecânica do ato de falar com Deus. Contudo, se analisarmos as nossas orações espontâneas, que acreditamos brotarem do fundo do nosso coração, veremos que elas também guardam certa regularidade de ideias e estão carregadas de clichês e moldes conceituais, frutos da teologia da comunidade de fé que frequentamos.   O perigo de nos tornarmos formais e mecânicos, no culto a Deus, está sempre perto. Só a consciência profunda da presença divina em nossas expressões de adoração nos livrará desse risco. A verdade, porém, é que os cristãos perdem muito em não orar a oração que o Senhor ensinou a seus primeiros discípulos. Quando oramos o “Pai nosso” nos reportamos às origens de nossa fé e nos ligamos a uma tradição milenar deixada pelo Senhor Jesus Cristo.  “De acordo com Cipriano, Bispo de Car

O CORDEIRO DE DEUS

O CORDEIRO DE DEUS  No evangelho de João consta que o profeta João Batista, ao ver Jesus se aproximando, declarou: “vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (1.29). Uma declaração inédita e original sobre o Messias para o contexto da época. Pelo relato do evangelista se observa que tal conhecimento sobre o Ungido veio ao profeta por uma revelação divina. Veja o que o Batista disse: “eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito: aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza com o Espírito Santo” (1.33,34). A História mostra que João Batista estava certo quanto a Jesus ser o Messias tanto que, depois dele, nenhuma outra pessoa veio a Israel com uma pregação, um ensino e milagres como os dele. Ressalta-se, também, que o cenário religioso, em Israel e no mundo, foi profundamente alterado pela ação dos seguidores de Cristo que deram continuidade à sua pregação após sua morte e ressur

OS DIAS DA CRIAÇÃO

  Voltamos a tratar desse tema devido a sua importância na construção de bases sólidas para a fé cristã. A leitura deste texto, junto com “Compreendendo Gênesis 1”, proporciona uma boa reflexão sobre a questão das origens. Outra razão é que é natural o leitor iniciante da Bíblia ir ao texto bíblico com as lentes da sociedade científica e tecnológica em que vive. Por essa razão lhe espanta as afirmações de que Deus criou o universo em apenas seis dias e que a luz foi criada, logo no primeiro, sendo que os luminares que a irradiam só surgiram no quarto (Gênesis1). Como entender essas afirmações?     Muitos já apresentaram soluções à essas questões. Uma delas mostra o esforço de interpretação alinhado à ciência. É o caso dos que afirmam que os dias de Gênesis seriam períodos de tempos equivalentes às eras geológicas. Nessa linha, é possível dizer que a luz do primeiro dia seria decorrente da explosão inicial de que fala a teoria do “big bang”, sobre a origem do mundo. Mas esse camin