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Mostrando postagens de julho, 2016

O RANÇO LEGALISTA NA IGREJA PRIMITIVA

O RANÇO LEGALISTA NA IGREJA PRIMITIVA Quando uma pessoa compreende o evangelho e o abraça, convertendo-se a Cristo, liberta-se, de imediato, de várias práticas pecaminosas e do modo de pensar sobre diversos assuntos. Certas atitudes, porém, persistem como resíduos do velho homem e só serão transformadas com o passar do tempo e a ação do Espírito, estimulada pela oração e a vida de devoção. Foi o que aconteceu com muitos judeus que receberam Cristo, em seus corações, mas que achavam que tinham que permanecer cumprindo certos itens da Lei. Segundo o relato de Atos dos Apóstolos, o próprio Pedro teve que ser tratado nessa área. Antes de anunciar o evangelho a um centurião romano, o Espírito Santo revelou ao Apóstolo a nulidade das leis sobre alimentos puros e impuros, bem como o erro em discriminar os gentios, isto é, os não judeus (Atos 10.9-23). Pedro discerniu essa experiência e não hesitou em hospedar-se na casa de Cornélio a quem pregou a Cristo, vindo a se converter ele

NÃO SABEMOS ORAR

A oração, à época de Cristo, assumia uma posição relevante na piedade do povo judeu. Ela, porém, era concebida em um modelo religioso dominado por uma excessiva preocupação com a Lei. Eles ainda não conheciam a justificação pela fé em Cristo (Gálatas 2:16). De fato, “a Lei é santa”, como disse o Apóstolo Paulo (Romanos 7:12), e por isso devemos procurar vive-la. Mas esse mesmo autor bíblico afirmou que “o homem não é justificado pelas obras da Lei” (Gálatas 2.16). A Lei aponta para a condição de pecado do homem (Romanos7:7) e por isso, o ser humano não consegue cumpri-la (Romanos7:14-23).   O resultado objetivo dessa concepção religiosa é uma vida de aparências, devido as dificuldades humanas em cumprir os mandamentos divinos. Essa postura de aparente piedade se refletia diretamente na oração. Havia muita hipocrisia no orar com a finalidade de mostrar aos outros falsa devoção, conforme o próprio Jesus apontou (Mateus 6.5). Fica notório, assim, que os judeus, à época de Cristo, não sa

O SENTIDO DA PALAVRA "PAI" NA ORAÇÃO DE JESUS

Certo dia, um discípulo de Jesus lhe fez o seguinte pedido: “Senhor, ensina-nos a orar”. (Lucas11:1). Em atenção, Jesus ensinou uma oração que depois se transformou em um símbolo do cristianismo e que, ainda hoje, é orada: a oração do “Pai nosso”. O texto não revela, mas é possível inferir que o discípulo deve ter ficado chocado ao ouvi-la, pois os judeus não chamavam Deus de Pai. Portanto, tratava-se de um ensino dotado, não apenas, de absoluta originalidade, mas também de um caráter revolucionário e contestador, o qual custaria a Jesus a sua própria vida (Joao 5:18).    Nem nos tempos do Antigo Testamento, bem como naqueles dias, havia essa prática. Eles sabiam que Deus os amava, mas o viam como o Criador que se revelou a eles e que, com rigor, zelava por sua Lei. Devido a essa visão que tinham de Deus, a espiritualidade judaica, à época de Cristo, era perpassada por um viés legalista e de falsa devoção (Mateus6:1-18; 23:23-33). A fixação na Lei levou os líderes judaicos a catalogar