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Mostrando postagens de setembro, 2015

A ÁRVORE DA VIDA

Quem já leu a Bíblia inteira, da primeira à última página, sabe que ela começa e termina com uma enigmática árvore: a “árvore da vida”. Qual o seu significado? Qual a sua importância para a profecia bíblica, considerando que ela ocupa relevantes posições no texto sagrado? No livro de Gênesis, onde ela aparece pela primeira vez, observa-se que a vontade divina para o homem era que ele comesse de todas as árvores do jardim, inclusive dela, a "árvore da vida", e que não comesse da “árvore do conhecimento do bem e do mal”. Agindo dessa forma, ele estaria vivendo em consonância com os desejos do Criador. Por conseguinte, comer da árvore proibida representaria um viver autônomo e independente de Deus.     Mas o homem decidiu comer da “árvore do conhecimento do bem e do mal”. É claro que houve uma certa dose de sedução e engano por parte do tentador, contudo, isso não isenta a responsabilidade do primeiro casal. Eles sabiam exatamente o que estavam fazendo. Só que o

COMPREENDENDO GÊNESIS 1

O leitor iniciante da Bíblia ou alguém que, fortuitamente, resolve lê-la pode encontrar certas dificuldades logo em sua primeira página. Como entender, por exemplo, que Deus criou o universo em apenas seis dias? E como pode a luz ter sido criada no primeiro dia se os corpos celestes que a irradiam só surgiram no quarto? Essas e outras questões podem desanimar o leitor que ainda não foi educado no conhecimento da Revelação divina. É compreensível que uma pessoa de nossos dias leia certas passagens bíblicas e não encontre nelas sentido. Isso ocorre porque ela vai ao texto sagrado com as lentes do mundo de sua época. Seu pensamento é formatado com os pressupostos de uma sociedade científica e tecnológica, bem diferente daquela para a qual os textos bíblicos foram escritos. Gênesis 1 é um texto antiquíssimo que pode ter cerca de 3,5 mil anos e que foi destinado a uma comunidade de escravos hebreus, no antigo Egito. Os anseios e as expectativas dos primitivos leitores e dos atuais ante às

POR QUE EXISTE O MAL ?

Observando o cenário mundial, nota-se a humanidade mergulhada em um processo de contínuo sofrimento. Há fome e guerras em diversas regiões do planeta afligindo massas populacionais. Vez por outra, catástrofes naturais tiram a vida de milhares de pessoas. O próprio homem aflige seu semelhante nas relações interpessoais. Vem-nos, então a pergunta: “sendo Deus bom, e tendo feito todas as coisas boas, de onde vem o mal?”.   Essa questão foi levantada pelo pensador cristão Santo Agostinho, em sua obra Confissões, dentro do contexto da análise sobre o problema do mal no gênero humano. Ela é uma das mais complexas para a Teologia. Em suas análises e reflexões, o Bispo de Hipona escreveu: “procurei o que era a maldade e não encontrei uma substância, mas sim uma perversão da vontade desviada da substância suprema – de Vós, ó Deus – e tendendo para as coisas baixas ...” [1].   O que aquele grande estudioso estava falando era que Deus não criou o mal, mas ele veio a existir por um desvio