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Mostrando postagens de junho, 2016

A ESPERANÇA MESSIÂNICA NO COLÉGIO APOSTÓLICO

Conforme já comentado em outras postagens, havia em Israel, à época de Cristo, uma forte esperança messiânica. Eles aguardavam a chegada de um Rei Ungido, um líder político-nacionalista, para expulsar os romanos e restaurar o reino de Israel. Muitos viram, em Jesus, esse Messias. No episódio da multiplicação de pães, João narrou: “depois de ver o sinal miraculoso que Jesus tinha realizado, o povo começou a dizer: “sem dúvida este é o Profeta que devia vir ao mundo”. Sabendo Jesus que pretendiam proclamá-lo rei à força, retirou-se novamente sozinho para o monte” (6.14,15). Os apóstolos também nutriam esse sentimento. No caminho para Jerusalém, onde Jesus logo seria morto, Tiago e João pediram a Jesus posições privilegiadas no reino, que eles achavam, que Jesus estava por implantar (Mc35-45). No momento da prisão de Jesus, surpreende o fato de Pedro encontrar-se armado com uma espada e chegar a ferir o servo do sumo sacerdote (Jo18.10). Ao que parece, porém, não apenas ele estava a

O AMBIENTE POLÍTICO DE ISRAEL, À ÉPOCA DE JESUS.

O AMBIENTE POLÍTICO DE ISRAEL, À ÉPOCA DE JESUS. À época de Jesus, Israel encontrava-se sob o domínio romano, constituindo parte da chamada Província da Síria (Lucas 2.1,2). Havia dois tipos de províncias: as senatoriais e as imperiais. Estas, diferente das senatoriais, caracterizavam-se pela presença das famosas legiões romannas, pois eram territórios que ainda apresentavam certas resistências à dominação. Em Jerusalém, por exemplo, havia tropas do império instaladas na Fortaleza Antônia, instalação militar situada ao lado do Templo (Atos 21.30-36). Tal situação era fonte de sofrimento para o povo, pois este tinha que pagar pesados impostos para os invasores.   Muitos, porém, acomodaram-se à dominação e dela tiravam proveito. Os saduceus, por exemplo, embora não a aprovassem, aceitaram-na com resignação, pois lhes era conveniente. Como os romanos lhes concediam o direito de cuidar da vida diária de Israel, eles constituíam a elite da nação e sobre ela exercia relativa autorid