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Mostrando postagens de abril, 2016

O CRISTÃO E O SOFRIMENTO

  O sofrimento é uma das marcas mais fortes da condição humana. As guerras, a fome, as doenças, as catástrofes naturais e o próprio sistema mundial impõem à humanidade um processo permanente de dor e angústia. Não era para ser assim, mas a Queda, isto é, o afastamento do homem de seu Criador por causa do pecado original (Gn 3), provocou esse quadro caótico. Em que pese essa realidade, há em certos meios cristãos, um “evangelho” triunfalista e alienante que afirma que os seguidores de Cristo são imunes a tais sofrimentos. Muitos pregadores dessa visão, ao invocar a famosa frase paulina “tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13), passam a impressão de que os cristãos não perdem emprego, não tem prejuízos nos negócios, não ficam doentes, não tem conflitos internos. Como tal prédica não se sustenta no evangelho de Cristo, quando vêm as tribulações, muitos se decepcionam e abandonam a fé. É preciso observar o contexto da frase de Paulo. Em Cristo, ele disse que pode todas as

O ESPÍRITO, O PODER E A CRUZ

Em geral, os cristãos tendem a associar a pessoa do Espírito de Deus ao poder e às manifestações de milagres. De fato, Jesus, momentos antes de ascender aos céus, disse aos discípulos: “... mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas ...” (Atos1.8). Desse modo, é natural que os que vivem segundo Cristo, vivam no poder do Espírito (Rm8.5). O Apóstolo Paulo disse que, quando esteve em Corinto, suas pregações a eles não consistiram “de palavras persuasivas de sabedoria humana”, mas “de demonstrações de poder do Espírito (2.4). O livro de Atos dos Apóstolos está repleto de ações poderosas do Espírito, realizadas pelos discípulos. Pedro, por exemplo, em sua primeira pregação, levou a Cristo “cerca de três mil pessoas”. Depois, quando entrava com João, no templo, curou um aleijado de nascença, o que causou grande admiração aos presentes. Interrogado pelas autoridades religiosas e mestres da lei sobre aquele milagre, o texto diz que “Pedro, cheio

O ESPÍRITO DE DEUS NOS HOMENS

O Apóstolo João registrou, em seu evangelho, que Jesus, pouco antes de sua morte e ressurreição, disse aos discípulos: “eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade” (14.16). O Filho estava voltando para o Pai, mas sua obra seria continuada por Deus, por meio da Pessoa de seu Espírito. Era a sequência do p ropósito divino de estabelecer, em Cristo, uma nova humanidade” (Efésios1.9,10). Então, cumprindo-se o que havia dito o profeta Joel, por volta do século IX a.C. (2.28,29), no dia de Pentecoste - quinquagésimo dia após o sábado da semana da páscoa (Lv23.15,16) – quando todos os discípulos estavam reunidos, o Espírito Santo veio sobre eles e os encheu com sua presença. Era Deus entrando no íntimo daquelas pessoas que decidiram crer no sacrifício de seu Filho e viver segundo a sua palavra. Foi como disse Jesus: “se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele” (J