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Mostrando postagens de agosto, 2016

O APÓSTOLO PEDRO EM TRÊS MOMENTOS

O APÓSTOLO PEDRO EM TRÊS MOMENTOS O Apóstolo Pedro teve que percorrer um longo e doloroso caminho antes de tornar-se o grande homem que foi, frente à Igreja de sua época. Quando foi escolhido por Jesus para liderar a Igreja (João 21.15-17), não passava de um derrotado, pois, no momento da prisão de Cristo, o havia negado três vezes (Lucas 22.54-62). Sua história, contudo, é a de muitos cristãos, que começando no romantismo chegam à verdade sobre si até serem restaurados por Jesus e passarem a viver na dependência do Espírito. É comum ver cristãos imaturos fazendo juras de amor a Deus por meio de palavras e canções cantadas com grande emoção. Não que isso seja errado, mas que haja consciência do que se fala, do que se canta e do compromisso assumido (Eclesiastes5.1-6). Pedro, em sua fase romântica, também foi assim. Certa vez ele disse a Jesus: “nós deixamos tudo para seguir-te” (Marcos10.28). Em outra oportunidade, após Jesus lavar os pés dos discípulos, em sua última noit

FÉ E RACIONALIDADE

Esse tema da natureza da fé cristã é abrangente e, por isso, pode ser tratado, a partir de diversos aspectos. Neste texto ele é abordado à luz do pensamento do filósofo cristão Sören Aabye Kierkegaard. Ao citar o nome desse pensador e teólogo dinamarquês, logo se conclui que a fé cristã será analisada, aqui, a partir do aspecto intrínseco de sua irracionalidade.  Devido à extensão do problema, será apresentada uma argumentação atinente, apenas, à encarnação de Deus.   É notório que Kierkegaard repudia, de forma enfática, em sua complexa literatura, a razão em favor de um comprometimento não racional, isto é, em favor da fé na graça divina. A razão, essa capacidade de a mente humana chegar a conclusões a partir de pressuposições e premissas, não alcança a Verdade que vem pela Revelação. De acordo com o teólogo suíço Emil Brunner, ela “não nos é dada para conhecer Deus, mas para conhecer o mundo”.   Por isso, Kierkegaard se posicionou contrário à tendência intelectual de teólogos e filó

A LEI E A FÉ EM CRISTO

De acordo com as Escrituras, a humanidade está separada de Deus e pesa sobre ela a condenação da morte. Disse Paulo aos Romanos: “... da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (5.12). Deus, porém, no curso de seu plano para restaurar a humanidade e levá-la à sua condição original, deu, por meio do profeta Moisés, a sua Lei aos seres humanos (Êxodo 20 a 31). Desde então e, até hoje, muitos entendem que a salvação ou a justificação, diante de Deus, vem pelo cumprir sua Lei. O Apóstolo Paulo, no entanto, falou, enfaticamente, “que ninguém será declarado justo diante de Deus baseando-se na obediência à Lei” (Rm3.20). Se isso é verdade, qual é, então, a sua utilidade? O próprio Paulo fez essa pergunta em sua carta aos Gálatas: “qual era então o propósito da Lei?” (3.19). O Apóstolo responde: “...é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado” (Rm3.20). A