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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

O QUE É O HOMEM?

“Quando contemplo os teus céus, obras dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: que é o homem para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele se preocupes?” (Salmo 8:3,4). Esses versos da literatura sapiencial dos hebreus mostra o espanto do ser humano ao tomar consciência de si ante à imensidão do universo. Essa percepção o leva a descobrir o mistério de si mesmo e a formular a grande questão da humanidade: “que é o homem?”. Através dos séculos o homem tem tentado respondê-la, mas sem sucesso. Ainda hoje, o homem é um mistério para ele mesmo. Não sabe o que é, qual a sua origem e o seu destino, qual a razão de sua existência. Por dois milênios e meio, a Filosofia estudou essa questão, até que, em meados do século XX, por não chegar a uma conclusão, o filósofo francês, existencialista, Jean Paul Sartre afirmou que, no tocante ao homem, “a existência precede a essência” [1]. Isto é: o ser humano é “um ser que existe antes de ser definido p

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E FÉ

É fato que a humanidade atingiu um grau de desenvolvimento científico e tecnológico sem precedente na história. No campo da Inteligência Artificial (IA), por exemplo, já se observa o emprego de tecnologias em áreas como saúde, astronomia, indústria, economia, cultura, política, guerra. A robótica já está presente em salas cirúrgicas de hospitais e tem auxiliado pessoas com mobilidade reduzida ou mesmo paralíticas a andar. Mas um fato de impacto nas relações humanas foi a criação, em 2016, do robô humanoide Sophia, pela empresa Hanson Robotics, que é capaz de reconhecer rostos, reproduzir 62 expressões faciais, aprender, conversar e trabalhar com seres humanos. Esse campo da ciência, a Inteligência Artificial, tem sido objeto de reflexão filosófica, pois apresenta implicações, entre outras, de natureza ética e moral. Ele se vincula, remotamente, aos estudos do filósofo, francês, René Descartes (1596-1650) que foi o primeiro a formular o problema mente-corpo, no século XVII. E