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Mostrando postagens de maio, 2017

UMA NOVA ESTÉTICA RELIGIOSA

Este breve texto não constitui uma crítica destrutiva a pessoas ou instituições. Antes, porém, trata-se de um convite a pensar sobre a Igreja de Cristo, no século XXI. É fato inquestionável que a ideologia capitalista dita o modo de vida no mundo ocidental cristão. Sua influência, no tocante à igreja, é de tal ordem que tem alterado a doutrina, a organização e as feições da espiritualidade, dando origem a uma nova estética religiosa e espiritual. O capitalismo moldou, tão profundamente, a sociedade ocidental que sua influência vai muito além da religião. Ele chega às instâncias da arte, da cultura e da educação. Esta, por exemplo, em vez de formar o homem para a vida como pessoa humana, busca desenvolver competências para torna-lo mero componente dos sistemas de produção. Segundo essa ideologia, o sentido da vida é o sucesso, o acúmulo de riquezas, é estar em destaque. Foi dentro dessa ótica que foi criada a Teologia da Prosperidade, segundo a qual é desejo de Deus a riqueza material

PEDRO E PAULO EM ATOS DOS APÓSTOLOS

O livro de Atos dos Apóstolos é o segundo volume da obra do evangelista Lucas. O primeiro constitui o terceiro evangelho. Por ser um livro extenso, sua leitura pode apresentar certa dificuldade de compreensão para o leitor iniciante. Assim, este texto expõe, em linhas gerais, aspectos que podem ajudar a compreender, como um todo, esse emocionante livro do Novo Testamento. De modo geral, é possível entender Atos a partir da atuação de dois homens de personalidade forte, porém, completamente submissos a Deus: Pedro (1 a 12) e Paulo (13 a 28).   O Apóstolo Pedro atuou em um momento delicado da história da Igreja: seus primeiros anos. Presenciou a ascensão de Cristo (1.1-11) e a decida do Espírito Santo sobre os discípulos, fato esse que marcou o início da criação da Igreja (2.1-13). Foi ele quem fez o primeiro sermão, após o qual três mil pessoas se converteram a Jesus. Realizou “muitos sinais e maravilhas” (3; 5.12,15), enfrentou o Sinédrio (corte suprema de Israel), sofreu pers

OS EXCLUÍDOS EM LUCAS

OS EXCLUÍDOS EM LUCAS Não era fácil a vida em Israel, à época de Jesus. Pelo menos para mulheres, crianças, pastores, pobres e “pecadores”. Essas pessoas eram vistas como sem valor na sociedade judaica do primeiro século. Esse fato é notado pela especial atenção que o evangelista Lucas dedica à forma como Jesus tratava esses seres humanos. Os registros do terceiro evangelho mostram que os judeus, embora marcados por forte expressão religiosa, constituíam, em verdade, uma sociedade machista e discriminatória. As mulheres eram tidas como seres inferiores, uma propriedade dos homens. Não tinham acesso ao ensino religioso. “Os rabinos consideravam pecado ensinar uma mulher” [1] . Lucas, porém, mostra Jesus ensinando-as com o mesmo esmero com que ensinava os homens. Para Ele, as mulheres também tinham um papel no plano de Deus. O evangelista registrou que não apenas os apóstolos acompanhavam Jesus “pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus”, mas também